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CENTRAIS SINDICAIS CONVOCAM GREVE GERAL PARA 14 DE JUNHO

Está marcada para a próxima sexta-feira, 14 de junho, uma greve geral, convocada pelas centrais sindicais brasileiras convocaram, de maneira unificada – CUT, CGTB, CSB, CTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, Intersindical Nova Central e UGT. A pauta central da greve geral é a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, da Reforma da Previdência. Os movimentos sociais ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e diversos partidos políticos, como PT, Psol, PSB, PCdoB, também estão na luta em defesa do direito do povo se aposentar.

A convocação da Greve Geral ocorreu durante o ato do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, em São Paulo (SP). Pela primeira vez, todas as centrais sindicais organizaram um ato unificado de 1º de maio na capital paulista. Mais de 200 mil pessoas foram à manifestação, no Vale do Anhangabaú para lutar contra o fim da aposentadoria. No Brasil, a estimativa das centrais é que o 1º de Maio mobilizou mais de 1 milhão de trabalhadores, que prometem parar o país no dia 14 de junho.

Os trabalhadores presentes no ato fizeram uma votação simbólica de apoio à deflagração da Greve Geral contra a Reforma da Previdência. O objetivo é que, no dia 14 de junho, sejam paralisados todos os locais de trabalho, estudo, comércio, bancos e circulação de mercadorias. Diversas categorias já anunciaram adesão à greve geral, incluindo condutores, professores e bancários.

As diferentes entidades dos movimentos sociais e sindicais que estão na organização da greve geral do dia 14 de junho também estão mobilizando, para a mesma data um grande ato em São Paulo, a partir das 16h na Avenida Paulista.

HISTÓRICO

No dia 28 de abril de 2017, mais de 150 cidades registraram paralisações e, segundo a organização, houve adesão de 40 milhões de pessoas, configurando-se como a maior greve geral do Brasil. O dia foi de bloqueios de estradas e ruas, fechamento de garagens de ônibus, além de passeatas e ocupações. Foi esse movimento que derrotou a reforma da previdência proposta pelo governo Michel Temer e em tramitação no Congresso Nacional.