RICARDO NUNES ABANDONA SÃO PAULO PARA VIVER DE PALANQUE NACIONAL

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A postura do prefeito Ricardo Nunes em entrevista concedida às “Páginas Amarelas” da Revista Veja, publicada em 10 de abril de 2026, é alvo do mais veemente repúdio. É vergonhoso ver o mandatário da maior cidade do país dedicar seu tempo a projetar resultados presidenciais enquanto se omite diante dos escândalos que destroem o cotidiano do paulistano. A capital padece sob uma gestão sitiada por investigações de corrupção e um desgoverno absoluto e o prefeito busca os refletores nacionais.

A realidade é que a cidade assiste, atônita, ao escândalo das Organizações Sociais na Saúde, com contratos cancelados após a descoberta de funcionários fantasmas. Na Educação, a compra de bonecas com superfaturamento de até 400% e os esquemas da Máfia das Creches, com aluguéis milionários para aliados, revelam um descaso criminoso com o dinheiro público. No campo do Turismo, a gestão Nunes protagoniza o grave escândalo da SPTuris, com investigações sobre contratos de R$ 239 milhões que já provocaram demissões na cúpula da pasta. É acintoso que recursos públicos financiem salários absurdos de R$ 76 mil mensais para funcionários em contratos de informações turísticas que somam R$ 12 milhões ao ano, enquanto itens básicos de acessibilidade sequer são encontrados. Somam-se a isso as investigações do Ministério Público sobre fraudes de R$ 42,7 milhões em obras emergenciais sem licitação e as graves suspeitas de infiltração do crime organizado para lavagem de dinheiro no sistema de ônibus da capital.

O projeto de desmonte do patrimônio público é outro pilar de falência desta gestão. Em uma parceria nefasta com o governo estadual, Nunes impõe privatizações que já se provaram um fracasso retumbante, como o caos verificado nos cemitérios de São Paulo, marcados por taxas abusivas e precarização. Esse modelo de entrega atingiu seu ápice negativo com a Sabesp, vendida abaixo do seu real valor e sob a falsa promessa de eficiência, mas que entregou serviços mais caros e a imposição da famigerada “taxa de disponibilidade”, que obriga até quem não utiliza o sistema a pagar a conta.Soma-se a isso a concessão do Vale do Anhangabaú, que se tornou um problema crônico de gestão, acumulando multas e transformando um espaço histórico em um deserto de concreto que ignora as necessidades reais das pessoas.

Ainda mais grave é a omissão do prefeito ao alegar falta de investimento federal na capital: o Governo Federal disponibilizou R$ 7 bilhões no PAC Drenagem, mas a população continua sofrendo com as enchentes porque a prefeitura não cadastrou projetos técnicos para áreas críticas, como o Jardim Pantanal, impedindo que o socorro chegue à cidade.

Essa política de exclusão atinge seu ponto mais crítico na crise social, com São Paulo atingindo o recorde de mais de 96 mil pessoas vivendo em situação de rua. Enquanto o abandono cresce, famílias são removidas de seus lares para o avanço do mercado imobiliário, recebendo indenizações vergonhosas que muitas vezes não chegam a 25% do valor real de mercado de seus imóveis. Esse descaso reflete-se também na saúde financeira, onde a suposta “boa gestão” mascara o agravamento da dívida pública com o adiamento de precatórios que já somam R$ 8,3 bilhões para 2026 e um rombo fiscal de quase R$ 7 bilhões registrado em 2024.

O descaso com a cidade fica ainda mais claro no abandono da zeladoria, comprovado pelos próprios números da gestão: somente em 2023, os pedidos para fechamento de buracos no sistema SP 156 saltaram 35,4%, atingindo o recorde histórico de 215 mil solicitações.

Esse cenário se reflete em toda a capital, que registrou os maiores volumes de queixas sobre iluminação precária, mato alto e falhas na

limpeza urbana, evidenciando que a prefeitura não consegue realizar sequer a manutenção básica da cidade.

São Paulo está à deriva enquanto o prefeito atua como profeta nacional. Ricardo Nunes prova que não tem compromisso com a população da nossa capital, e prefere fazer campanha a governar para o povo paulistano que o elegeu.

Vereador Alessandro Guedes
Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal de São Paulo

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