A Prefeitura Municipal de São Paulo cortou R$ 1 milhão destinado para Incentivo à Prática de Esportes para a Pessoa Idosa. O vereador João Ananias, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, apresentou requerimento para que o Secretário Municipal de Esportes, informe a comissão o cronograma de execução de projetos e atividades referente a ação orçamentária Incentivo à Prática de Esportes para a Pessoa Idosa, juntamente, com a justificativa do corte de R$ 1 milhão da referida dotação e os impactos sobre a execução da política de incentivo à prática de esportes para pessoa idosa.
Entenda a Luta em defesa da população idosa
Em 2025 os movimento em defesa da pessoa idosa participou de todas as audiências do Orçamento 2026, e conseguiu assegurar um acréscimo de R$ 51 milhões ao orçamento municipal de 2026, no entanto, não há nenhum sinal de que tais valores serão executados. Até a data de 24 de março de 2026 nenhuma ação orçamentária foi empenhada, somente R$ 275 mil estão disponíveis. A maior parcela encontra-se congelada, no valor de R$ 49,8 milhões, o congelamento é um bloqueio temporário dos recursos, que impede que os responsáveis de cada órgão iniciem a execução, infelizmente na gestão Ricardo Nunes este bloqueio temporário tende a se tomar permanente quando se trata de demandas inseridas no orçamento pela sociedade civil organizada.
Um situação mais danosa é o corte de recursos, que ocorreu com a ação orçamentária Incentivo à Prática de Esportes para a Pessoa Idosa, com uma redução no valor de R$ 1 milhão. O corte foi executado por meio do Decreto nº 65.018, de 13 de março de 2026, que remanejou recursos da população idosa e destinou para uma série de demandas, dentre elas, a Ampliação, Reforma e Requalificação do Autódromo de Interlagos. O corte de recursos tende a ser permanente.
A gestão Ricardo Nunes opera com um volume excessivo de remanejamentos, a lei de diretrizes orçamentárias dá autorização para que o prefeito faça tais ações. A Bancada do PT apresenta, reiteradamente, emendas orçamentárias para reduzir a margem de remanejamento do prefeito e garantir que o orçamento aprovado pela Câmara Municipal em conjunto com a sociedade organizada seja executado, no entanto, o Executivo vetou estas proposições.
O corte ocorreu no mesmo período em que o prefeito Ricardo Nunes deixou de cobrar R$ 2,7 milhões pela cessão do autódromo de Interlagos para realização do Lollapalooza.



