"Adeus ao velho Zara": nota de pesar pela morte de Ricardo Zarattini

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“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.
Poucas vidas mereceram tão completamente este poema de Brecht como a de Ricardo Zarattini, que faleceu hoje, em São Paulo, com 82 anos. Até o último momento de lucidez discutia a situação do país, propunha iniciativas e ações a todos os que o visitavam no hospital.

Entendia profundamente a gravidade do momento do alto da experiência de quase 70 anos de militância pela soberania nacional. Participou ativamente como dirigente estudantil da campanha O Petróleo é Nosso, militou por um país mais justo e pela democracia.
Preso pela ditadura militar foi banido e viveu em Cuba. De volta ao Brasil, se envolveu na luta pela reconquista da democracia e pela anistia. Foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro e do MR-8. Na década de 80 filia-se ao PT.
Foi deputado federal durante o primeiro governo Lula. Deixa seus filhos, Carlos Alberto Zarattini, deputado federal pelo PT, e Mônica Zarattini, fotógrafa, além de três netas e sua companheira, Zélia, e uma legião enorme de companheiros e companheiras que compartilharam de seus ensinamentos, de sua experiência e de sua eterna juventude para, com energia, lutar por um Brasil soberano e justo para a maioria do seu povo.
Vereador Antonio Donato Madormo, líder da Bancada de Vereadores do PT de São Paulo.
PS: O Velório do Velho Zara será a partir de meia noite de hoje até 16 horas de amanhã (segunda) no Cemitério São Paulo (Rua Cardeal Arcoverde, 1217-A, Pinheiros).

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