Ato reúne movimentos sociais contra as privatizações de Doria

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Fórum em Defesa da Cidade reúne movimentos sociais e partidos políticos de oposição ao governo Doria para barrar cheque em branco para privatizações

Na tarde desta terça-feira, 1°/8, o Fórum em Defesa da Cidade realizou o ato São Paulo Não Está à Venda, contra os projetos de privatização do prefeito João Doria. O evento reuniu movimentos sociais, entidades e partidos políticos de oposição como eixo central de reivindicação garantir as audiências públicas regionais e aprovar um PL para realização de plebiscito antes de qualquer privatização.
Paulo Fiorilo, presidente do Diretório Municipal do PT da Capital, destacou a unidade das forças que estão contra as privatizações na cidade. “Foi um ato unificado, que reuniu todos os partidos e movimentos que são contra as privatizações”, explicou o dirigente.
Em seu discurso, o vereador Antonio Donato, Líder da Bancada do PT, falou da importância da mobilização popular para barrar os desmando do prefeito tucano. “Ele tem maioria aqui na Câmara Municipal e se for uma votação a frio, lá dentro, sem ninguém, ele vai ganhar. Mas se o povo participar, se o povo estiver vigilante, se o povo estiver mobilizado, nós vamos virar esse jogo”, disse o líder petista.
“Aqui em São Paulo nós estamos vendo silenciosamente ele [João Doria] fechar serviços”, denunciou a vereadora Juliana Cardoso no carro de som. Ela afirmou ter recebido diversas ligações em seu gabinete falando sobre o esvaziamento das políticas públicas que atendem à população mais vulnerável.
Já o vereador Eduardo Suplicy reiterou a importância de que a população seja ouvida para decidir sobre o plano de desestatização e mandou um recado ao prefeito João Doria: “Se ele se considera um gestor ele precisa dar exemplo de bem administrar as coisas públicas”.
No final da tarde, o presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM, partido da base do governo Doria) recebeu uma comissão de manifestantes e parlamentares para ouvir as reivindicações.
“Pedimos para que fosse votado um dos projetos que tratam de plebiscito antes da votação de qualquer privatização. Mas objetivamente o presidente se comprometeu apenas em realizar uma audiência pública sobre o substitutivo que o governo deve apresentar ao projeto 368/2017, além de promover o debate em um sábado, com tempo estendido de discussão”, explicou o vereador Alfredinho, que participou da reunião, ao lado da vereadora Juliana Cardoso, dos vereadores Eduardo Suplicy e Toninho Vespoli, e de representantes de movimentos sociais.

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