Estudantes secundaristas ocupam a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

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Desde o final da tarde de ontem, 3. Eles passaram a noite no Plenário Juscelino Kubitschek, o principal da casa e afirmam que pretendem permanecer no local até que uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) seja aberta para investigar a máfia da merenda no estado. Até o momento, 23 deputados assinaram o pedido de abertura da CPI, nove a menos do que o necessário.
Veja o vídeo da ocupação:


 

Os estudantes tiveram que enfrentar mais uma ação truculenta da Polícia Militar que ameaçou agredir os estudantes logo após a ocupação. A bancada do PT Alesp mediou a negociação pela permanência dos secundaristas sem a presença da PM.
O presidente da Alesp, deputado Fernando Capez (PSDB) proibiu a entrada de alimentos e disse que pretende fazer uma “saturação” sobre os estudantes para que eles desocupem o plenário. Apesar da proibição, por volta das 21h30, padre Júlio Lancellotti, conhecido pela atuação entre moradores de rua, entrou no plenário com uma caixa cheia de pães e distribuiu aos alunos. No entanto, o alimento não foi suficiente para todos os estudantes.
Segundo informações da Liderança do PT na Alesp, foi decretado ponto facultativo nesta quarta-feira, 4, e os funcionários estão proibidos de entrar nas dependências da sede do Legislativo estadual. Os petistas negociam, ainda, para que seja garantida a segurança dos estudantes.
“A luta na Alesp ocupada está se acirrando. Capez ordenou reiteração de posse, bloqueou comida para os ocupantes e fechou a Casa. Estamos chamando todas e todos para se concentrar às 14h na Assembleia para impedir a repressão e fortalecer essa luta!”, afirmou Erik Bouzan, Secretário Estadual da Juventude do PT-SP.
FRAUDE DA MERENDA
Capez foi citado no esquema de propinas da merenda escolar e é um dos investigados pela Operação Alba Branca, que investiga o esquema de fraude na compra de alimentos para merenda escolar de prefeituras e do governo paulista. O lobista Marcel Ferreira Júlio, considerado um dos mentores do esquema da fraude, afirma ter se encontrado duas vezes com Capez em 2014 no escritório do deputado. Em uma dessas reuniões, o presidente da Alesp teria esfregado o dedo indicador e o polegar, indicando que queria dinheiro.

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